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Estão chegando as rodas de plástico para automóveis |
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Os fãs de automóveis adoram rodas de ligas-leves, muito mais bonitas e esportivas do que as tradicionais rodas de aço, ainda que estas venham disfarçadas pelas suas inseparáveis companheiras, as calotas. |
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Rodas
de plástico Agora,
engenheiros alemães estão tentando colocar no mercado uma
concorrente que poderá ajudar principalmente os aficcionados pelos
carros tunados - as rodas de plástico, que têm a grande vantagem de
poderem ser fabricadas nas mais diversas cores e grafismos. Tecnicamente
conhecidas como rodas de compósitos ou rodas de fibra reforçadas, as
rodas de plástico para automóveis ainda não foram aprovadas para
uso nos carros produzidos em linha. Antes que isso aconteça, elas
deverão passar por uma rigorosa bateria de testes, para comprovar que
são fortes o suficiente e que atendem a todas as normas de segurança. As
expectativas são boas. Os primeiros protótipos, fabricados pela BTE
Hybrid-Tech, já rodaram 250.000 quilômetros de testes e resistiram
muito bem - pelo menos nas ruas e estradas européias. As
rodas plásticas são fabricadas a partir de uma matriz de plástico,
à qual são acrescentadas as fibras de reforço. É a interação
desses dois componentes que dá ao material compósito um conjunto de
propriedades que é superior às propriedades de cada um deles em
separado. O resultado é uma roda resistente e extremamente leve. Segurança
das rodas de plástico Antes
que se possa comprar as rodas de plástico no mercado porém, as
autoridades de segurança vão ter que definir um conjunto de normas
para sua avaliação. A normatização hoje existente refere-se tão
somente às rodas de metal, seja de aço, seja das ligas de metal
leve, que incluem principalmente alumínio e magnésio. Para
ajudar nesse processo, engenheiros do Instituto Fraunhofer, também na
Alemanha, desenvolveram uma técnica que poderá finalmente criar um método
de certificação para as rodas de plástico. "Primeiramente
nós produzimos uma imagem de tomografia computadorizada da
roda," explica o Dr. Andreas Büter. "A imagem nos permite
certificar as dimensões, o alinhamento, a curvatura e a densidade das
fibras. Esses parâmetros são cruciais para o cálculo da resistência
e capacidade de carga do material." Com
esses dados, os engenheiros conseguem simular a microestrutura do
material - uma espécie de "célula virtual" do material
compósito, - a partir da qual eles podem testar inúmeras combinações
entre cada um dos componentes. A seguir, fica fácil calcular o limite
de resistência da roda, definindo um nível de esforço além do qual
ela poderá se quebrar. Os
pesquisadores esperam que a nova ferramenta possa ser adotada pelas
autoridades como uma forma de aferição da qualidade das rodas
produzidas, com a conseqüente liberação para comercialização. Fonte: Site de Inovação Tecnologica |
| Este artigo foi enviado pelo Socio Fernando A. Ferreira - Campinas Julho de 2007 - V8&Cia |